sexta-feira, 25 de abril de 2014
De volta!!!
Voltei a entrar no meu velho blog. Tenho saudades dos tempos em que fiz dele uma ferramenta de trabalho. Eu que criticava outras redes sociais e que pensava que a existência deste blog seria por muito tempo, enganei-me. Agora quando escrevo é para um público selecionado, mais dirigido, o blog pode ser lido em qualquer parte do mundo, por qualquer pessoa, mas... perdeu a magia... sem tempo para escrever, confesso que me rendi aos «like» e «partilhar», são rápidos e não exigem muito de mim... penso que é desta vez que parto... ou talvez não... uma parte da minha vida ficou aqui registada, «but who cares?»
terça-feira, 10 de julho de 2012
Blog adormecido
Olá leitores...
há algum tempo atrás li um artigo que anunciava a morte dos blogs e não acreditei. Depois...deixei de postar...afastei-me... e acabei por dar razão ao autor do artigo, o blog estava em extinção...pelo menos o meu. Confesso que só cá venho para controlar os seguidores, desde que descobri que tinha um blog seguidor que apresentava conteúdos impróprios para jovens alunos que foram durante muito tempo os meus principais destinatários, fiquei consciente de mais um perigo que por aí anda...Mas hoje decidi entrar no blog como administradora e postar qualquer coisinha... de facto apetece-me ressuscitar este blog...duvido que tenha leitores.Penso que estão muito ocupados no face book (que não tenho) a postarem comentários às fotos de cada um e outros comentários...Talvez para o próximo ano letivo dinamize este espaço que já tem alguns anitos, torná-lo mais ativo, dinâmico, quem sabe.Sem público não se sobrevive por aqui.
Quem sabe...
Prof. Carol
sábado, 30 de abril de 2011
MONTAGENS QUE ME FAZEM RIR
Fim de semana. Levantei-me cedo para levar o miúdo aos jogos de Primavera. Temporal infernal. O miúdo vai ficar doente. com um tempo destes, os jogos só podem ser de INVERNO. O que fazer com o resto do dia. só me ocorrem ideias infelizes: voltar para a cama e por lá ficar, limpar a casa. Depois de muito diálogo interior, conflitos e discussões, lá me decidi pela limpeza. Só podia ser uma má escolha. Limpar o chão da cozinha com lixivia. Altamente tóxica. Fiquei com o chão de «molho» para limpar todos os vincos mais encardidos. Já lá não posso entrar nos próximos tempos, ou não fará efeito. Porreiro, pá, vou para o computador e já ganhei o dia, já esqueci o cheiro e os olhos maltratados. Já ri até chorar. Valeu a pena. Vale a pena espreitar o blog
http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com
humor espectacular, bastante crítico e divertido. As montagens são divinais e criativas. Algumas são tão giras que só dá vontade de imprimir e forrar as paredes do quarto. Pelo menos, quando estiver mais deprimida, basta olhar para elas e rir, rir, rir até fartar.
http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com/2011/04/paulo-portas-ascensorista.jpg
http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com/2011/04/teixeira-dos-santos-socrates-de-costas-voltadas.jpg









http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com
humor espectacular, bastante crítico e divertido. As montagens são divinais e criativas. Algumas são tão giras que só dá vontade de imprimir e forrar as paredes do quarto. Pelo menos, quando estiver mais deprimida, basta olhar para elas e rir, rir, rir até fartar.
http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com/2011/04/paulo-portas-ascensorista.jpg
http://wehavekaosinthegarden.files.wordpress.com/2011/04/teixeira-dos-santos-socrates-de-costas-voltadas.jpg









sexta-feira, 29 de abril de 2011
Morremos lentamente?? Talvez sim, talvez não
Poema encontrado em http://ninguemle.org/
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O “preto no branco”
E os “pontos nos is” a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Pablo Neruda
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O “preto no branco”
E os “pontos nos is” a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Pablo Neruda
sábado, 1 de janeiro de 2011
Depressão pós pausa lectiva
Aí vem ela, a depressão pós pausa lectiva. Ocorre em todas as pausas, pelo menos comigo é quase sistemática. Assim que se aproxima o seu fim, começa a angústia, o constante adiar do inevitável: AULAS, AULAS E MAIS AULAS.
Pois, eu sei que vivo das AULAS, sem as AULAS fico deprimida, mas voltar é sempre horrível e voltar em 2011,ainda mais deprimente.
Imagino-me a não conseguir dormir amanhã com o stresse de não acordar a horas, a insónia de véspera e o dia horroroso que vou ter a preparar as AULAS DE SEGUNDA.Não necessariamente nesta ordem, claro.
Penso que este sentimento de quase rejeição também é comum a muitos docentes. Conheço algumas colegas que já estão hoje, ainda sábado, muito stressadas com a reunião de nível, a marcação dos testes ou a confirmação das visitas de estudo... Eu, em todas as pausas, fico assim, mas esta está a ser a mais difícil. Porquê? Basta andar minimamente actualizada, ler os blogs certos e deprimir. Quem se preocupa com a depressão dos docentes? Bah, ninguém se preocupa com os profs, somos completamente descartáveis, substituídos,etc, mas o que me preocupa também é que dar aulas não consiste em despejar matéria, ligar o quadro interactivo e mandar copiar, pôr um videozeco e mandar fazer uns exercícios, enganem-se os tolos que nos desvalorizam. Ensinar é antes de mais estar predisposto para comunicar, interagir, provocar o pensamento e o espírito crítico dos nossos alunos, motivá-los para a aprendizagem, levá-los ao conhecimento. Como conseguirei eu, prof. desmotivada e deprimida, na segunda, operar o milagre da transformação e entrar sorridente(quando só apetece chorar/praguejar)e voltar a interessar-me por cada um e por todos?
Levar esta missão até ao fim é trabalho cada vez mais árduo e deprimente.Cada vez mais encontro colegas que saem do sistema mais cedo com reforma antecipada.Ah, como as invejo! Cada vez há mais colegas que não aguentam a depressão e ficam em casa de testado médico. Ah, como eu temo este destino que, na falta de outra solução, me parece o mais certo.
Depressões à parte, vou tentar animar-me com o filme «Anjos e Demónios» que vai dar já a seguir. Como gostei do livro, tenho interesse em ver o filme, mas só não sei se vou conseguir não adormecer durante os longos intervalos com os quais tentam torturar os nossos pobres cérebros...Até quando nos tentamos divertir, senhores, até aqui!!
Pois, eu sei que vivo das AULAS, sem as AULAS fico deprimida, mas voltar é sempre horrível e voltar em 2011,ainda mais deprimente.
Imagino-me a não conseguir dormir amanhã com o stresse de não acordar a horas, a insónia de véspera e o dia horroroso que vou ter a preparar as AULAS DE SEGUNDA.Não necessariamente nesta ordem, claro.
Penso que este sentimento de quase rejeição também é comum a muitos docentes. Conheço algumas colegas que já estão hoje, ainda sábado, muito stressadas com a reunião de nível, a marcação dos testes ou a confirmação das visitas de estudo... Eu, em todas as pausas, fico assim, mas esta está a ser a mais difícil. Porquê? Basta andar minimamente actualizada, ler os blogs certos e deprimir. Quem se preocupa com a depressão dos docentes? Bah, ninguém se preocupa com os profs, somos completamente descartáveis, substituídos,etc, mas o que me preocupa também é que dar aulas não consiste em despejar matéria, ligar o quadro interactivo e mandar copiar, pôr um videozeco e mandar fazer uns exercícios, enganem-se os tolos que nos desvalorizam. Ensinar é antes de mais estar predisposto para comunicar, interagir, provocar o pensamento e o espírito crítico dos nossos alunos, motivá-los para a aprendizagem, levá-los ao conhecimento. Como conseguirei eu, prof. desmotivada e deprimida, na segunda, operar o milagre da transformação e entrar sorridente(quando só apetece chorar/praguejar)e voltar a interessar-me por cada um e por todos?
Levar esta missão até ao fim é trabalho cada vez mais árduo e deprimente.Cada vez mais encontro colegas que saem do sistema mais cedo com reforma antecipada.Ah, como as invejo! Cada vez há mais colegas que não aguentam a depressão e ficam em casa de testado médico. Ah, como eu temo este destino que, na falta de outra solução, me parece o mais certo.
Depressões à parte, vou tentar animar-me com o filme «Anjos e Demónios» que vai dar já a seguir. Como gostei do livro, tenho interesse em ver o filme, mas só não sei se vou conseguir não adormecer durante os longos intervalos com os quais tentam torturar os nossos pobres cérebros...Até quando nos tentamos divertir, senhores, até aqui!!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
SMSs de Natal
Amiguinhos,
este espaço tem andado muito desprezado e a culpa é toda minha.
Este primeiro período foi desgastante mas positivo.
Este ano tenho uma turma fantástica de AP e os trabalhos que estão a desenvolver têm muita qualidade.
Mais uma vez fartei-me de ver testes e fiquei com a sensação e a certeza de que a minha vida se resume a isto: fazer e ver testes durante os fins de semana, feriados e tempos livres.
Assim,não houve tempo de qualidade para comprar as prendas para o pessoal. Soa a desculpa mal cozinhada, mas é a verdade.
Agora sinto o vazio da paragem lectiva.
Papel para arquivar, livros para ler para os próximos contratos de leitura, reler Memorial do Convento e a consciência de que a paragem só serve para me stressar, afinal, por que não consigo ser como Caeiro e viver o presente sem pensar em mais nada? Afinal, parece que não aprendo nada com o que ensino... é noite de Natal e eu a falar de mim, da escola, dos testes. Que vidinha triste.
Agora compreendem se vos disser que invejo frequentemente a vidinha feliz que o meu peixinho vermelho tem, pelo menos a esta hora já descansa tranquilo no fundo do aquário e eu ainda tenho de ir dar as prendinhas arranjadas à pressa ao pessoal...
A nossa vidinha pode ser o que nós quisermos...mesmo com prendinhas tolas e desajeitadas o que interessa é a gozar o momento da partilha...
Por isso, partilho convosco,com os que me seguem, os meus «amiguinhos», os desejos de: um bom Natal.
um futuro mais positivo.
um ano 2011 melhor.
Um bom Natal para todos.
este espaço tem andado muito desprezado e a culpa é toda minha.
Este primeiro período foi desgastante mas positivo.
Este ano tenho uma turma fantástica de AP e os trabalhos que estão a desenvolver têm muita qualidade.
Mais uma vez fartei-me de ver testes e fiquei com a sensação e a certeza de que a minha vida se resume a isto: fazer e ver testes durante os fins de semana, feriados e tempos livres.
Assim,não houve tempo de qualidade para comprar as prendas para o pessoal. Soa a desculpa mal cozinhada, mas é a verdade.
Agora sinto o vazio da paragem lectiva.
Papel para arquivar, livros para ler para os próximos contratos de leitura, reler Memorial do Convento e a consciência de que a paragem só serve para me stressar, afinal, por que não consigo ser como Caeiro e viver o presente sem pensar em mais nada? Afinal, parece que não aprendo nada com o que ensino... é noite de Natal e eu a falar de mim, da escola, dos testes. Que vidinha triste.
Agora compreendem se vos disser que invejo frequentemente a vidinha feliz que o meu peixinho vermelho tem, pelo menos a esta hora já descansa tranquilo no fundo do aquário e eu ainda tenho de ir dar as prendinhas arranjadas à pressa ao pessoal...
A nossa vidinha pode ser o que nós quisermos...mesmo com prendinhas tolas e desajeitadas o que interessa é a gozar o momento da partilha...
Por isso, partilho convosco,com os que me seguem, os meus «amiguinhos», os desejos de: um bom Natal.
um futuro mais positivo.
um ano 2011 melhor.
Um bom Natal para todos.
domingo, 31 de outubro de 2010
Milagrário Pessoal de José Eduardo Agualusa

Amiguinhos,
apesar de estar a trabalhar como «uma danada»( o Caeiro que me perdoe, pois lembrei-me do verso «vi como um danado»)e sem parar desde ontem (posso fazer a listinha, mas «who cares!!!»), consegui terminar o último livro de Agualusa, Milagrário Pessoal. Confesso que quando li As Mulheres de Meu Pai,(2007) fiquei um pouco descontente e o meu apego às obras de Mia Couto aumentou, por comparação ( uma dedicação exagerada,confesso. Após a leitura de quase toda a sua obra em busca de um tema para a minha tese...,neste momento a sua escrita já não me atrai e não consigo sequer pegar em novos romances...).
Agualusa apareceu por acaso, este ano, como tinha aparecido, por acaso, há alguns anos atrás , quando uma colega o convidou para vir à nossa escola (penso que até aceitou, mas não estava no país quando fizemos o encontro de escritores.) Este ano, o seu livro apareceu na lista de sugestões de leitura para o 12º ano e, neste momento, recomendo-o vivamente aos meus alunos. Em quase todas as aulas lá levo o livrinho para ler uma passagem e incentivar à sua leitura.
Já há algum tempo que não lia com tanto prazer. Penso que depois de entregar a tese, perdi o gosto pela leitura que reencontrei agora, com o Milagrário Pessoal. Apreciei a linguagem viva do autor,assim como as referências que nos vai dando de obras que conheço ou que quero consultar. A intriga do romance gira em torno de uma misteriosa lista de palavras novas (neologismos) e adensa-se o seu mistério com o Professor e Iara em busca de respostas, quase ao jeito de uma dupla romântica impossível (pela distância de idades, mas muito sensual...) Houve momentos em que pensei estar perante uma dinâmica que encontrara em Dan Brown e O Código Da Vinci. Quanto ao final...uma surpresa que não revelo, claro,pois o objectivo é que leiam o livro.
Sinopse (da editora): Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Milagrário Pessoal, o novo livro do autor, é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ora toma lá, QUE É PARA APRENDERES

Queridos,
só me apetece utilizar as palavras do nosso querido Almada Negreiros, ADAPTADAS AOS NOSSOS TEMPOS:
«CONTINUE O SENHOR DANTAS A ESCREVER ASSIM QUE HÁ-DE GANHAR MUITO CO'O ALCUFURADO E HÁ-DE VER, QUE AINDA APANHA UMA ESTÁTUA DE PRATA POR UM OURIVES DO PORTO, E UMA EXPOSIÇÃO DAS MAQUETES P'RÓ SEU MONUMENTO ERECTO POR SUBSCRIÇAO NACIONAL DO SÉCULO A FAVOR DOS FERIDOS DA GUERRA, E A PRAÇA DE CAMÕES MUDADA EM PRAÇA DO DR. JULIO DANTAS, E COM FESTAS DA CIDADE P'LOS ANNIVERSÁRIOS, E SABONETES EM CONTA «JULIO DANTAS» E PASTAS DANTAS P'RÓS DENTES, E GRAXA DANTAS P'RÁS BOTAS, E NIVEINA DANTAS, E COMPRIMIDOS DANTAS E AUTOCLISMOS (...)
E FIQUE SABENDO O DANTAS QUE SE TODOS FÔSSEM COMO EU, HAVERIA TAES MUNIÇÕES DE MANGUITOS QUE LEVARIAM DOIS SÉCULOS A GASTAR.(...)
PORTUGAL QUE COM TODOS ESTES SENHORES, CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAIZ MAIS ATRAZADO DA EUROPA E DE TODO OMUNDO! O PAIZ MAIS SELVAGEM DE TODAS AS ÁFRICAS! O EXILIO DOS DEGRADADOS E DOS INDIFERENTES! A AFRICA RECLUSA DOS EUROPEUS! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS! PORTUGAL INTEIRO HA-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA - SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEADO!»
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Natália e o Sacristão

«A Última Loucura de Natália»
Era uma vez uma rapariga chamada Natália. Enquanto adolescente, a loucura fazia parte do seu comportamento diário: nas piadas que contava, na atitude de desafio que manifestava perante os que a confrontavam e no seu relacionamento com o sexo oposto. Natália era assim. Metade doida, metade amorosa. No entanto, a sua generosidade, aliada a uma beleza excepcional, fazia dela a amiga que todas queriam ter e Marcolina adorava-a.
Ao remexer os seus caderninhos de apontamentos, Marcolina encontrou a última carta que Natália lhe escrevera há muito tempo atrás. Fora a sua última carta e Marcolina tinha sido a sua confidente. Lembrava-se ainda do impacto que as suas palavras tiveram em si e do quão chocada ficara com o seu conteúdo.
As loucuras de Natália tinham sido quase todas partilhadas consigo. Sim, Natália tivera a vida que Marcolina abdicara quando entrou para o ensino e se tornou na Marcolina, a Virgolina. Esta era a alcunha dada pelos seus alunos, um tributo ao seu fervor pela correcção ortográfica, ou seja, um investimento emocional que Marcolina agora lamentava face ao novo acordo ortográfico e ao facto de ter tido tantas preocupações durante tantos anos para ter de reaprender a escrever de acordo com as regras que alguém inventara e que apareciam para baralhar a pobre Marcolina, e mais umas quantas professoras à beira de um ataque de nervos. De facto, apesar de Marcolina ainda estar à espera da reforma, esta enfrentava a sua profissão sem o rigor e o empenhamento de outrora, numa atitude que se pautava pela indiferença manifestada na sua famosa expressão «deixa andar, quero lá saber».
Foi com prazer que Marcolina releu aquela carta tão bem escrita, sem erros de sintaxe ou ortográficos, os acentos correctamente colocados e as virgulas que expressavam perfeitamente o estado de espírito de Natália quando as colocara naquele papel ainda perfumado, há mais de quarenta anos, e Marcolina não conteve as lágrimas. Em silêncio, rezou um pai nosso e pediu a Deus que Natália estivesse bem acompanhada e em paz. Decidiu também que a sua história merecia ser divulgada e pegou no seu estojo preferido, retirou uma caneta azul para começar a escrever um texto baseado na última carta de Natália.
Marcolina levou algum tempo a pensar nos vários tipos de texto que poderia escrever: a poesia não era o seu forte e decidiu-se pela prosa. Começaria por escrever um conto e quem sabe se conseguiria desenvolvê-lo e escrever um romance… e a imaginação de Marcolina iniciou o processo de contar na terceira pessoa o que tinha acontecido, na primeira, a Natália, naquela que decidiu chamar «A Última Loucura de Natália». O título estava lançado. Agora só tinha de pensar no resto e Marcolina passou ao acto criativo tão presente na mente das escritoras da moda que escrevem com vidência os pensamentos e os segredos de grandes rainhas e princesas de Portugal. A ideia de também ela se tornar numa escritora famosa de biografias romanceadas, ou de biografias não autorizadas, agradou-lhe. Decidida, envolveu-se no fervor da imaginação e da escrita e terminou o seu texto.Determinada a ser conhecida e famosa, optou por se estrear no meu modesto e simples blog e de proporcionar aos meus queridos visitantes o texto que, e citando a própria Marcolina, «a irá lançar directamente para as «Tardes de Júlia» onde poderá eternizar a memória da sua querida amiga Natália».
Mais se informa que os últimos dias de férias serão utilizados apenas para a revisão gráfica de seu texto e respectiva publicação em pequenos capítulos. Para manter a emoção!!!!
Capitulo I
Sentada na sua pequena cama, naquele quarto minúsculo e parcamente decorado, Natália lembrava o seu passado com amargura. Todos os dias encontrava tempo para ali se sentar e pensar nas loucuras da sua vida; principalmente na sua última.
terça-feira, 11 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Ainda os blogs!!!
Dei por mim a pensar numa crónica que li há algum tempo na qual se anunciava a morte dos blogs. De facto, parece haver tantos interesses na «atmosfera virtual» que me fazem concordar com o autor da crónica. Confesso que me mantenho fiel ao blog. Facebook, hi5 e etc. não me seduzem. Não gosto de tirar fotos minhas e nem pensar «publicá-las» no espaço virtual. Mostrar os filhos também não me agrada. Assim, prefiro nem pensar em me inscrever nestes espaços e continuar com o blog. Confesso também que quando o meu «contador» deixou de me mostrar quantos visitantes este espaço tinha, perdi o interesse pelo blog. Afinal, escrevemos para quem conhecemos e desconhecemos e quando sabemos quantos nos visitam, sentimos vontade de continuar. Também já aqui reflecti sobre a estranheza de, muitas vezes,termos «seguidores» que desconhecemos, mas com quem «falamos» e contamos as nossas aventuras e pequenas desgraças. No entanto, não são meus «amigos», apenas visitantes e o distanciamento agrada-me. Confesso que não conseguiria adicionar «amigos» que desconheço no meu eventual «facebook» . É que a palavra «amigo» é muito complexa e já senti na pele o que são os falsos amigos, e isto quando pensei conhecê-los durante alguns anos e vários momentos de verdadeira «amizade». HUm...afinal prefiro o blog. E com o novo contador a funcionar, ainda fiquei mais motivada para escrever neste espaço. Escrever para os meus seguidores e visitantes!
Cumprimentos para quem me visita e até breve.
Cumprimentos para quem me visita e até breve.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Blogs que eu leio
Não resisto a partilhar um blog que considero espectacular, até porque gosto de fotos antigas:
http://memoriacomhistoria.blogspot.com/
E claro http://ninguemle.org/page/2/ que acompanho regularmente.
http://memoriacomhistoria.blogspot.com/
E claro http://ninguemle.org/page/2/ que acompanho regularmente.
terça-feira, 9 de março de 2010
O dia
Ontem foi o dia. O dia da minha defesa.O dia da mulher. O dia da grande chuvada.O dia.Por coincidência a minha tese falava sobre mulheres.Mulheres medievais. Quem se interessa?Tão distantes no tempo, mas , e como me perguntaram ontem, será que as mentalidades mudaram assim tanto??? Deixo um pedacinho de um texto medieval no qual o seu autor faz o retrato negativo da mulher. Será assim tão distante???Um exagero? Hum...será??

«Nom tam solamente a familiaridade e companhia de qualquer molher é perigosa, mas ainda da molher própria com que homem é casado é grande encargo e grande perigo. »
«Que outra cousa é a molher senom inmiiga da amizade e pena a que nom podem escapar, mal necessário, temptaçom natural, maa ventura desejada, perigo domestico, perdimento delectoso, natura de mal pintada com color de bem? Ergo, se pecado é leixar homem sua molher, tee-la verdadeiramente é tormento.»
«pela fremusura das molheres cairom muitos e desto, convém a saber, da vista e da fremusura da molher que o homem vee, acende-se e arde mui fortemente em maa cobiiça assi come fogo.»
«Solamente a molher nom a mostram, por tal que nom despraza ao marido ante que case com ela. E, depois que a tem, se a apertar e a guardar per qualquer maneira, cae em odeo dela. Se a leixar per sua voontade cae em perigo.
Horto do Esposo

«Nom tam solamente a familiaridade e companhia de qualquer molher é perigosa, mas ainda da molher própria com que homem é casado é grande encargo e grande perigo. »
«Que outra cousa é a molher senom inmiiga da amizade e pena a que nom podem escapar, mal necessário, temptaçom natural, maa ventura desejada, perigo domestico, perdimento delectoso, natura de mal pintada com color de bem? Ergo, se pecado é leixar homem sua molher, tee-la verdadeiramente é tormento.»
«pela fremusura das molheres cairom muitos e desto, convém a saber, da vista e da fremusura da molher que o homem vee, acende-se e arde mui fortemente em maa cobiiça assi come fogo.»
«Solamente a molher nom a mostram, por tal que nom despraza ao marido ante que case com ela. E, depois que a tem, se a apertar e a guardar per qualquer maneira, cae em odeo dela. Se a leixar per sua voontade cae em perigo.
Horto do Esposo
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Vem aí a defesa...ou o elogio da loucura
Pois é!Contra todas a s dificuldades que o Destino me colocou.Consegui contrariá-lo quando tudo indicava que teria de desistir para me dedicar a quem mais precisava, mas consegui. Não é sempre que se consegue contrariar o Destino e sinto que lhe troquei as voltas. Vem aí a defesa. Será em breve. Depois contarei e se puder oferecerei a tese ao mundo. Foram 212 páginas que me sabem a vitória (independentemente do resultado, quero lá saber!!) e que também significaram muitos sacrifícios para toda a família.Fica a sensação de que consegui testar os meus limites, ou «esticar a corda», como se diz,e a certeza de que conseguimos aguentar mais do que pensamos.Basta de auto-elogios.Aqui vai o nome:
Pecados de Mulheres - A Cosmovisão Medieval: das Constituições Sinodais e Livros de Penitenciais ao Horto do Esposo e Contos Populares e Lendas, Coligidos por José Leite de Vasconcellos.
Pecados de Mulheres - A Cosmovisão Medieval: das Constituições Sinodais e Livros de Penitenciais ao Horto do Esposo e Contos Populares e Lendas, Coligidos por José Leite de Vasconcellos.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Ainda as obras e as quedas
No outro dia, dei por mim a falar da minha escola,nomeadamnete das eternas obras e das quedas e acidentes que entretanto têm ocorrido, mas confesso que o fiz com a sensação de alívio por não pertencer à lista dos que têm por lá caído. Ups, lá se foi a sensação de ser apenas espectadora e passei a personagem. Digamos que o filmezinho foi quase de terror. Visualizem rampas de acesso para deficientes que se desloquem em cadeiras de rodas. Tudo bem, são óptimas para quem já vai tendo algumas dores nas articulações e até dá jeito não ter de levantar o pé e subir as escadas. Agora imaginem que o único acesso ao único bloco que funciona com quase tudo o que tu precisas numa escola já não tem degraus, mas apenas uma rampa de acesso para deficientes. Agora, imagina-a «forrada» com azulejos tipicamente para salões de jantar, com florões e relevos e principalmente com brilho. Sim, brilho que com a água da chuva os torna em apetitosas armadilhas para trambolhões e ossos partidos. Pois é o que acontece em todas as rampas da minha escola. Lindos azulejos que provocam escorregadelas fenomenais. E nem os famosos ténis me salvaram quando, num dia de chuva, carregada como uma prof. de carga, escorreguei nos famosos e lindos florões e quase, mas por um triz, ou uma unha negra, vi o meu rabiosque a bater com toda a violência no chão. Não teria tido salvação. Agora estaria no mínimo com algumas vértebras partidas. Foi um anjinho que me salvou. Só pode ter sido. A partir desse dia passei a respeitar os «anjos da guarda». O meu equilibrou-me no último derradeiro segundo em que pressenti a violência da queda e vi a minha vidinha ainda mais deprimente com algum ossinho a menos...
Estou deveras preocupada. Aquelas obras não parecem ter fim. A escola está deprimente. Os barracões são arcas frigoríficas ao primeiro tempo da manhã. A humidade anda no ar e a chuva molha-nos em todos os intervalos. Neste momento,só para não me deslocar diariamente para os barracões, a ideia de ficar em casa a curar o ossinho fracturado até se apresenta deprimentemente interessante. Hum... malditas obras. Hum...maldita humidade...maldita vidinha triste...Hum...maldita
Estou deveras preocupada. Aquelas obras não parecem ter fim. A escola está deprimente. Os barracões são arcas frigoríficas ao primeiro tempo da manhã. A humidade anda no ar e a chuva molha-nos em todos os intervalos. Neste momento,só para não me deslocar diariamente para os barracões, a ideia de ficar em casa a curar o ossinho fracturado até se apresenta deprimentemente interessante. Hum... malditas obras. Hum...maldita humidade...maldita vidinha triste...Hum...maldita
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Quando o poeta é seduzido pela ficção
As crianças fazem naturalmente poesia. Às vezes lamento não registar as metáforas que o meu R.D.faz, reflexo da inocência dos seus oito anos. Mas ontem não resisti e pedi-lhe para escrever o que me dissera. Aqui vai:
«Mãe, és a melhor mãe do mundo e do universo». Até aqui tudo bem, o meu ego agradece e fica a sensação de missão cumprida. O que se segue já me deixou preocupada:
«e os aliens gostam de ti». Neste momento só me ocorrem imagens do género:

Mas ele explica:
«não há ninguém no universo que não goste de ti.» Ah! Afinal era um elogio, pois...
e continuou:
«o sol gosta de te ver a brilhar o teu cabelo lindo e encaracolado». AH! Neste momentos esqueci as birras, o «quero ser ladrão» para não ter de estudar, as queixas da professora, do ATL,etc. etc. etc. para apenas ver a tua sinceridade nos poucos momentos em que exprimes o que sentes sem vergonha. E afinal aquela cena dos aliens já não me parece assim tão grave, ou será???Até os aliens gostam de ti, então és um alien , mamã? És parecida com algum??? HUm....
«Mãe, és a melhor mãe do mundo e do universo». Até aqui tudo bem, o meu ego agradece e fica a sensação de missão cumprida. O que se segue já me deixou preocupada:
«e os aliens gostam de ti». Neste momento só me ocorrem imagens do género:

Mas ele explica:
«não há ninguém no universo que não goste de ti.» Ah! Afinal era um elogio, pois...
e continuou:
«o sol gosta de te ver a brilhar o teu cabelo lindo e encaracolado». AH! Neste momentos esqueci as birras, o «quero ser ladrão» para não ter de estudar, as queixas da professora, do ATL,etc. etc. etc. para apenas ver a tua sinceridade nos poucos momentos em que exprimes o que sentes sem vergonha. E afinal aquela cena dos aliens já não me parece assim tão grave, ou será???Até os aliens gostam de ti, então és um alien , mamã? És parecida com algum??? HUm....
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Voltei! A minha vida nos contentores
Imagens dos nossos contentores encontradas em http://matematicadaana.blogspot.com
O Regresso da Marcolina e a sua vida num contentor
A Marcolina surge sempre em épocas de crise. É um pseudónimo? Um heterónimo? Não sei, mas sei que me divirto imenso na sua pele. A Marcolina é só mais uma personagem neste mundo das professoras solitárias no meio de multidões de alunos e de testes. A Marcolina sou eu quando quero exercitar a arte de maldizer.
Ultimamente, a pobre da Marcolina vive uma boa parte dos seus dias enfiada em contentores.
A vida num contentor…I
Quando a escola está em obras, pensamos no futuro, nas instalações que vamos ter, enfim, em qualidade, mas o presente apresenta-se triste e muito degradado. Eu sei que é uma dádiva ter emprego, eu sei que até há quem viva num contentor, mas… nunca pensei que trabalhar dentro de um fosse tão difícil.
Dei por mim a pensar nos momentos mais marcantes da vida da Marcolina enfiada nos contentores e só me dá vontade de rir. Rir até rebentar. O que é o contentor? Mais conhecido por «monobloco», ou simpaticamente por «moradia», estes espaços proliferam nas escolas em remodelação. Vêm de Espanha e sempre ouvi dizer que de lá nem bom vento, nem bom casamento. Ora, o contentor é uma sala de aula, onde cerca de trinta alminhas se acomodam em cada 90 minutos. Tem quatro janelas com grades e duas delas estão directamente viradas para o contentor mais próximo, que está mesmo ali ao alcance das suas mãozitas. Tem ar condicionado e aparentemente aspecto acolhedor, mas… como estão colocados ao lado uns dos outros e as paredes são de «metal» o som das outras aulas dadas em vários contentores propaga-se rapidamente.Deste modo, a porta não pode estar aberta e as janelas têm de estar fechadas. Com o ar condicionado ligado começam os problemas de sinusite, gargantas irritadas e secas. O ar não se renova e em cada 90 minutos temos de enfrentar cheiros pouco agradáveis e variáveis em função da população residente. Animador, hem? Mas há mais.
A vida num contentor…II
Quando chove é uma maravilha. Não falta água em nenhum contentor, pois ora chove lá dentro, ou os alunos carregam a água nos pés (previamente ensopados no pavimento molhado) e a desolação instala-se. Quando a Marcolina entra nos contentores tem de firmar muito bem os ténis (desistiu de usar botas) para não escorregar e quando tem de se deslocar ao quadro, vai rezando para ser poupada dessa humilhação, o trambolhão. Ora, como dizia, a empresa que gere o aluguer destes contentores, que são pagos com o dinheiro dos contribuintes, foi enganada. Os nossos queridos irmanos não se lembraram do pormenor da chuva (que teima em entrar e da água que os alunos carregam nos pés) e colocaram no chão lindos oleados plastificados em tons de cinza muito fashion mas nada eficazes contra a humidade e a água. No final da manhã, após uma boa chuvada, só me ocorre a analogia com os currais... e nós lá dentro a fingir que é natural correr o risco de levar um valente choque eléctrico ao ligar um interruptor molhado.
Quedas e outras histórias.
Ora uma escola em obras apresenta inúmeras armadilhas. Desde que começou o ano lectivo já assisti a algumas quedas e tombos. Há uma colega que caiu ao colocar o pé num buraco, alunos que se magoam quando, em aulas de Educação Física dadas ao ar livre e em espaços exíguos, utilizam as cercas de alumínio como barreiras para pararem as suas corridas, alunos que jogam à bola em sítios de passagem e esbarram com quem passa…lama à entrada da escola e mais tombos. Quando se transforma a biblioteca da escola em bar, também se deve pensar que o chão não foi preparado para a humidade e para um novo ritmo de quem quase corre para atender dezenas de alunos esfomeados em intervalos minúsculos e o resultado foi mais umas quedas e um pulso partido… um ombro magoado…enfim…qualquer dia sou eu. Se bem me lembro, quando andei na Faculdade de Letras, novita mas já stressada e sempre a correr,passava a vida a cair nas escadas de mármore que ligam os vários pisos e lembro-me da vergonha que sentia quando os meus tombos provocavam o riso dos que passavam.Deve ser por isso que não consigo rir quando vejo alguém cair.Mas, para manter a tradição,vinte anos depois,quando tive de me deslocar à nova biblioteca desta Faculdade, ao descer as escadas lá caí,mas, sinal dos tempos, a biblioteca estava vazia e não houve espectadores para a minha humilhação. Na escola, já adoptei a solução de usar ténis que enfrentam qualquer piso molhado, buracos e lamas traiçoeiras.Eu sei que me dão um ar desleixado e pouco atraente, mas após tantas torcidelas com sapatos altos, optei pela verdadeira «segurança no trabalho». Olé!
Voltando aos nossos queridos contentores.Em vez da cor branco sujo, poderiam apresentar umas corezitas mais atraentes e motivadoras para quem lá entra todos os dias. Ora aqui ficam umas sugestõezitas para inspirar os fabricantes «nuestros irmanos» na construção de mais uns contentorzitos para o nosso governo alugar e instalar em mais umas quantas escolas…ou se as obras não acabarem no prazo previsto (???), quem sabe para substituir os contentores actuais… que entretanto com tanta água começaram a enferrujar...



terça-feira, 24 de novembro de 2009
Saudades de Mim
Olá a todos os que ainda visitam este espaço.
Pensamentos I
Nunca pensei dizer tanta vez que tenho saudades de mim, mas é verdade. Ao «ler» alguns «posts» neste espaço reencontrei um pouco de mim e tenho saudades do diálogo com os alunos, das minhas personagens, dos meus teatros, da minha loucura. Está tudo no passado e tenho saudades de mim.Sinto-me como Alberto Caeiro a viver no presente. Sem passado e sem futuro e ansiando por mim.Só temos consciência de quem somos quando perdemos a identidade e começamos a ter saudades de nós e eu tenho saudades de mim...
Pensamentos II
Apesar do abandono temporário, ainda visito o espaço de «mim» e foi com surpresa que reparei num «seguidor» deste blog que não conheço. Lá devo ter pensado que o meu querido aluno seria o meu único seguidor, e nunca pensei no interesse que este espaço poderia suscitar a quem não me conhece e vive do outro lado do mundo. É este o fascínio do espaço virtual. Entramos na vida de quem nos lê e partilhamos saudades e memórias com quem não conhecemos e nunca iremos conhecer.Fascinante e estranho o mundo virtual.
Regresso ao presente..que saudades de mim...no passado algures na multidão...
Pensamentos I
Nunca pensei dizer tanta vez que tenho saudades de mim, mas é verdade. Ao «ler» alguns «posts» neste espaço reencontrei um pouco de mim e tenho saudades do diálogo com os alunos, das minhas personagens, dos meus teatros, da minha loucura. Está tudo no passado e tenho saudades de mim.Sinto-me como Alberto Caeiro a viver no presente. Sem passado e sem futuro e ansiando por mim.Só temos consciência de quem somos quando perdemos a identidade e começamos a ter saudades de nós e eu tenho saudades de mim...
Pensamentos II
Apesar do abandono temporário, ainda visito o espaço de «mim» e foi com surpresa que reparei num «seguidor» deste blog que não conheço. Lá devo ter pensado que o meu querido aluno seria o meu único seguidor, e nunca pensei no interesse que este espaço poderia suscitar a quem não me conhece e vive do outro lado do mundo. É este o fascínio do espaço virtual. Entramos na vida de quem nos lê e partilhamos saudades e memórias com quem não conhecemos e nunca iremos conhecer.Fascinante e estranho o mundo virtual.
Regresso ao presente..que saudades de mim...no passado algures na multidão...
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A prof. lamechas...recordando o passado
sábado, 24 de outubro de 2009
Nuvem Negra II

Acabei de ler um texto que me comoveu. É sobre a importância dos amigos que nos ajudam a «soprar as nuvens negras» que nos surgem diariamente. A minha nuvem tem quase 6 meses e parece adensar cada vez mais a sua tonalidade cinzenta vagamente raiada de ligeiros brancos que me permitem sonhar com o sol. Mas os amigos também têm ajudado a soprar esta nuvem que teima em ficar, em fazer parte da rotina, da vida. Ficam os dois pedacinhos brancos que me animam e os amigos que ainda insistem em soprar a nuvem…
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Reflexão em tempos de despedidas
Olá amiguinhos,
Estamos em tempos de mudança. Dei por mim a pensar nisto enquanto olhava para os edifícios da nossa escola: alguns ameaçam ruir e quebrarem-se em pedacinhos, se as obras não se iniciarem rapidamente, outros insistem em resistir e lamento que tenham de desaparecer também. De repente, pensei que a minha relação com o espaço escola estava prestes a mudar e que os alunos que acompanhei durante três anos também começavam a fazer parte deste passado.
Foi a consciência de que um novo ciclo se aproxima, o ano lectivo acabou, a nossa escola vai começar as suas obras. Sinto que a minha vida também está a mudar. E quanto a este blog, o que fazer? Sinto que está na hora de fechar este espaço. A mudança também passa por aqui. É necessário parar e quem sabe, um dia regressar.
Passei a tarde a ver fotografias dos últimos três anos. Três fantásticos anos com um grupo de alunos que se revelou espectacular. Para sempre ficarão nomes associados às actividades que desenvolvi, aos projectos e, principalmente, ao carinho que revelaram por mim, em momentos muito difíceis em que tiveram sempre uma palavra amiga. Em especial para eles, um grande bj e votos de sucesso e felicidade no seu futuro. Estarão sempre nas minhas memórias...
Em jeito de despedida, aqui ficam alguns momentos que me marcaram e, finalmente, a minha pessoa. Até sempre...


Eu, a prof Carol:

Estamos em tempos de mudança. Dei por mim a pensar nisto enquanto olhava para os edifícios da nossa escola: alguns ameaçam ruir e quebrarem-se em pedacinhos, se as obras não se iniciarem rapidamente, outros insistem em resistir e lamento que tenham de desaparecer também. De repente, pensei que a minha relação com o espaço escola estava prestes a mudar e que os alunos que acompanhei durante três anos também começavam a fazer parte deste passado.
Foi a consciência de que um novo ciclo se aproxima, o ano lectivo acabou, a nossa escola vai começar as suas obras. Sinto que a minha vida também está a mudar. E quanto a este blog, o que fazer? Sinto que está na hora de fechar este espaço. A mudança também passa por aqui. É necessário parar e quem sabe, um dia regressar.
Passei a tarde a ver fotografias dos últimos três anos. Três fantásticos anos com um grupo de alunos que se revelou espectacular. Para sempre ficarão nomes associados às actividades que desenvolvi, aos projectos e, principalmente, ao carinho que revelaram por mim, em momentos muito difíceis em que tiveram sempre uma palavra amiga. Em especial para eles, um grande bj e votos de sucesso e felicidade no seu futuro. Estarão sempre nas minhas memórias...
Em jeito de despedida, aqui ficam alguns momentos que me marcaram e, finalmente, a minha pessoa. Até sempre...

Eu, a prof Carol:
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